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sábado, 30 de abril de 2022

Atividade Ensino Médio. Textos Diversos para Interpretação

 

Dentro da noite veloz  

Sou um homem comum 
brasileiro, maior, casado, reservista, 
e não vejo na vida, amigo, 
nenhum sentido, senão 
lutarmos juntos por um mundo melhor. 
Poeta fui de rápido destino. 
Mas a poesia é rara e não comove 
nem move o pau-de-arara. 
Quero, por isso, falar com você, 
de homem para homem, 
apoiar-me em você 
oferecer-lhe o meu braço  
que o tempo é pouco 
e o latifúndio está aí, matando. 

[...] 

(Ferreira Gullar)


1. A respeito do poema, dadas as afirmativas, 

I. Construir sua identidade como “homem comum”, segundo o poema, significa reconhecer-se semelhante a tantos outros homens, os quais compartilham dos mesmos problemas. 

II. O significado de ser “homem comum”, no poema, sugere a ideia de irmanar-se a todos os seus semelhantes e, junto com eles, criar condições para resistir às forças opressoras; a exemplo, o latifúndio. 

III. As ideias contidas no poema representam a força da humanidade para resistir às pressões sociais. A poesia aparece como uma afirmação da luta por um mundo melhor. verifica-se que está(ão) correta(s) 

a) I, apenas. 

b) III, apenas. 

c) I e II, apenas. 

d) II e III, apenas. 

e) I, II e III.


Agosto 1964 

Entre lojas de flores e de sapatos, bares, 
mercados, butiques, 
viajo 
num ônibus Estrada de Ferro-Leblon.
Volto do trabalho, a noite em meio, 
fatigado de mentiras. 
Digo adeus à ilusão mas não ao mundo. 
Mas não à vida, 
meu reduto e meu reino. 
Do salário injusto, 
da punição injusta, 
da humilhação, da tortura, 
do horror, 
retiramos algo e com ele construímos um artefato 
um poema 
uma bandeira 

(Gullar Ferreira)


2. Dadas as afirmativas, considerando que o gênero textual referente é um poema de cunho social, 

I. O autor esboça-se do lirismo com intensa explanação da objetividade. 

II. O efeito poético é resultado da apresentação dos problemas sociais, os quais são mostrados sucessivamente, por meio de acumulação. 

III. No poema, visualiza-se a identidade pessoal ampliada pela identidade nacional, isso porque as desigualdades sociais são explicitadas. 

IV. O texto se utiliza da voz coletiva, cuja “bandeira” representa luta, força, sindicalidade. verifica-se que está(ão) correta(s): 

a) II, apenas. 

b) I e III, apenas. 

c) I e IV, apenas. 

d) II, III e IV, apenas. 

e) I, II, III e IV. 


A Bíblia Laica



 






O Bom Livro (uma Bíblia Laica) é inspirado em livros sagrados de grandes religiões. Como a Bíblia, reúne ensinamentos em forma de capítulos e versículos, e a construção de seu texto lembra a poesia dos salmos. Mas, em vez de profecias ou dogmas, traz conselhos de filósofos, cientistas e pensadores como Sêneca, Montaigne e Bacon – tudo para mostrar que a sabedoria surge da experiência humana.  

(Luciana Galastri)


3. No tocante ao gênero, o texto classifica-se como:

a) paródia. 

b) artigo de opinião. 

c) resumo indicativo. 

d) crônica jornalística. 

e) resumo informativo.


  Amor 

Um pouco cansada, com as compras deformando o novo saco de tricô. Ana subiu no bonde. Depositou o volume no colo e o bonde começou a andar. Recostou-se então no banco procurando conforto, num suspiro de meia satisfação. 

Os filhos de Ana eram bons, uma coisa verdadeira e sumarenta. Cresciam, tomavam banho, exigiam para si malcriados, instantes cada vez mais completos. A cozinha era enfim espaçosa, o fogão enguiçado dava estouros. O calor era forte no apartamento que estavam aos poucos pagando. Mas o vento batendo nas cortinas que ela mesma cortara lembrava-lhe que se quisesse podia parar e enxugar a testa, olhando o calmo horizonte. Como um lavrador. Ela plantara as sementes que tinha na mão, não outras, mas essas apenas. E cresciam árvores. Crescia sua rápida conversa com o cobrador de luz, crescia a água enchendo o tanque, cresciam seus filhos, crescia a mesa com comidas, o marido chegando com os jornais e sorrindo de fome, o canto importuno das empregadas do edifício. Ana dava a tudo, tranquilamente, sua mão pequena e forte, sua corrente de vida.

(Clarice Lispector)


4. O foco narrativo do texto identifica-se como: 

a) foco narrativo em primeira pessoa, cujo narrador é personagem principal da história: narrador-protagonista. 

b) foco narrativo em primeira pessoa, cujo narrador é personagem secundária da história. Apenas conta uma história que testemunhou. 

c) foco narrativo em terceira pessoa, cujo narrador é o observador que descreve personagens e situações de forma superficial. 

d) foco narrativo em terceira pessoa, cujo narrador-protagonista é uma personagem secundária. Narra os fatos apenas como um relato dos acontecimentos. 

e) foco narrativo em terceira pessoa, cujo narrador é onisciente. Conhece não apenas a história da protagonista, mas também seus pensamentos e sentimentos mais profundos.






Atividade Ensino Fundamental II. Crônica. A Casa das Ilusões Perdidas - Moacyr Scliar


 A Casa das Ilusões Perdidas 

 Quando ela anunciou que estava grávida, a primeira reação dele foi de desagrado, logo seguida de franca irritação. ― "Que coisa!", disse. ―"Você não podia tomar cuidado, engravidar logo agora que estou desempregado, numa pior, você não tem cabeça mesmo, não sei o que vi em você, já deveria ter trocado de mulher havia muito tempo". Ela, naturalmente, chorou, chorou muito. Disse que ele tinha razão, que aquilo fora uma irresponsabilidade, mas mesmo assim queria ter o filho. Sempre sonhara com isso, com a maternidade – e agora que o sonho estava prestes a se realizar, não deixaria que ele se desfizesse. 

 - Por favor, suplicou. – Eu faço tudo que você quiser, eu dou um jeito de arranjar trabalho, eu sustento o nenê, mas, por favor, me deixe ser mãe. 

Ele disse que ia pensar. Ao fim de três dias daria a resposta. E sumiu. 

 Voltou, não ao cabo de três dias, mas de três meses. Àquela altura ela já estava com uma barriga avançada que tornava impossível o aborto; ao vê-lo, esqueceu a desconsideração, esqueceu tudo – estava certa de que ele vinha com a mensagem que tanto esperava, você pode ter o nenê, eu ajudo você a criá-lo. 

Estava errada. Ele vinha, sim, dizer-lhe que podia dar à luz a criança; mas não para ficar com ela. Já tinha feito o negócio: trocariam o recém-nascido por uma casa. A casa que não tinham e que agora seria o lar deles, o lar onde – agora ele prometia – ficariam para sempre. 

Ela ficou desesperada. De novo caiu em prantos, de novo implorou. Ele se mostrou irredutível. E ela, como sempre, cedeu. 

 Entregue a criança, foram visitar a casa. Era uma modesta construção num bairro popular. Mas era o lar prometido e ela ficou extasiada. Ali mesmo, contudo, fez uma declaração. 

 - Nós vamos encher esta casa de crianças. Quatro ou cinco, no mínimo. 

 Ele não disse nada, mas ficou pensando. Quatro ou cinco casas, aquilo era um bom começo. 

 (Moacyr Scliar) 


1. As aspas foram utilizadas no primeiro parágrafo para indicar uma: 

a) citação literária. 

b) linguagem figurada. 

c) palavra estrangeira. 

d) representação de fala. 


2. A mulher é retratada nesta crônica como:

a) arrogante. 

b) independente. 

c) inteligente. 

d) submissa. 


3. A palavra destacada está corretamente classificada em: 

a) "Ao fim de três dias daria a resposta". (fim = advérbio). 

b) "Àquela altura ela já estava com uma barriga avançada". (àquela = artigo). 

c) "Ela, naturalmente, chorou, chorou muito". (ela = substantivo). 

d) "Sempre sonhara com isso, com a maternidade". (isso = pronome). 


4. A palavra destacada teve seu sentido corretamente indicado em:

a) "... ao vê-lo, esqueceu a desconsideração, esqueceu tudo..." (desprezo) 

b) "... a primeira reação dele foi de desagrado." (satisfação) 

c) "Ele se mostrou irredutível." (indignado) 

d) "Era uma modesta construção num bairro popular." (confortável) 


5. O objetivo principal desse texto é: 

a) criticar os casamentos modernos. 

b) denunciar a violência doméstica. 

c) promover um debate sobre o aborto. 

d) refletir sobre as condições humanas. 


6. Sobre o texto, foram feitos os seguintes comentários: 

I. O texto apresenta expressões típicas da linguagem popular, como "cair em prantos". 

II. O assunto do texto poderia ser retratado em forma de notícia ou reportagem. 

III. "Ele" e "ela" tinham, pelo menos, um pensamento em comum: ter mais filhos para encher a casa. 

Estão corretos os comentários: 

a) I e II, apenas. 

b) I e III, apenas. 

c) II e III, apenas. 

d) I, II e III. 


7. As palavras utilizadas nessa questão estão destacadas no texto. Marque a alternativa em que pelo menos uma dessas palavras tem classificação diferente das demais.

a) Aborto – sonho – sustento 

b) Cinco – primeiro - três 

c) Chorou – realizara – sonhou 

d) Desesperada – extasiada – irredutível 


8. Sobre o texto, foram feitas algumas considerações. Classifique-as como (V) verdadeiras ou (F) falsas. 

( F ) O texto é narrado em primeira pessoa, pois o narrador é um personagem que participa dos fatos. 

( V ) A substituição do verbo haver pelo verbo fazer na frase ―"...deveria ter trocado de mulher havia muito tempo" tornaria a frase mais informal. 

( V ) "―Ele vinha, sim, dizer-lhe que podia dar à luz a criança". O termo destacado nessa frase serve para enfatizar a ação feita pelo pai da criança. 

A sequência correta de classificação, de cima para baixo, é: 

a) ( V ), ( V ), ( V ) 

b) ( V ), ( F ), ( F ) 

c) ( F ), ( V ), ( V ) 

d) ( F ), ( F ), ( F ) 




sábado, 12 de março de 2022

Atividade Ensino Médio. Fragmento. Grande Sertão Veredas - João Guimarães Rosa

Grande Sertão Veredas 

 “Sentimento que não espairo; pois eu mesmo nem acerto com o mote disso – o que queria e o que não queria, estória sem final. O correr da vida embrulha tudo, a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem. O que Deus quer é ver a gente aprendendo a ser capaz de ficar alegre a mais, no meio da alegria, e inda mais alegre ainda no meio da tristeza! Só assim de repente, na horinha em que se quer, de propósito – por coragem. Será? Era o que eu às vezes achava” 

(João Guimarães Rosa)


1. Grande Sertão: veredas é um clássico da literatura brasileira e lusófona. Contando a história de Riobaldo, narra estórias que se passam no sertão com elementos universais, mostrando, sobretudo, a genialidade e a inventividade do autor. 

Sobre o trecho apresentado acima, assinale a alternativa correta:

a) O trecho demonstra a visão do eu-lírico frente às situações que vive, mostrando certezas quanto ao que quer e pensa e muita coragem para continuar sua caminhada. 

b) O excerto transparece a desilusão e o descontentamento da personagem, desanimado com sua história de vida. 

c) O texto demonstra que, mesmo passando por dificuldades em toda sua trajetória, o eu-lírico está certo que tudo terá um bom final.

d) O recorte mostra as indagações da personagem, as reflexões a que é levada a partir de suas   experiências.


2. Os textos literários, assim como os publicitários, podem ser considerados aqueles que mais uso fazem das funções de linguagem, uma vez que sempre querem imprimir um sentimento no leitor, convencê-lo de algo ou mesmo fazê-lo aderir a sua ideia. E o entendimento desses recursos é de fundamental importância na interpretação do texto. 

Analisando o excerto de Guimarães Rosa apresentado nesta prova, assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna: o texto apresentado tem a predominância da função. 

a) Metalinguística 

b) Conativa 

c) Emotiva 

d) Apelativa



segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

Atividade Ensino Fundamental II. O menino que queria voar - Revista urbana

 O menino que queria voar

1.° Era uma vez um menino chamado Zé, que queria aprender a voar como os pássaros e subiu na torre da igreja, prédio mais alto de sua pequena cidade, para dali saltar... 

2.° Mas como as asas eram grandes demais e não passaram pela torre da igreja, ele procurou a casa mais alta da cidade e lá do telhado pulou em seu primeiro voo.

 3.° Como o peso das asas eram demais para o menino, ele acabou caindo no chão. Sorte dele que naquele tempo as ruas não eram calçadas, tinham apenas a areia branca das dunas. 

4.° Quando o menino chegou ao chão, quebrou perna, braço e machucou a cabeça, e não conseguiu mais voar... Mas não desistiu de sonhar... 

5.° Daquele dia em diante, o menino começou a pintar as ruas, as casas e as paisagens de sua pequena cidade, num outro voo rumo à imaginação... 

6.° Um dia, já bem velhinho, enfim, realizou o seu sonho e voou lá para as nuvens do céu e de lá continuou a pintar a sua pequena cidade, com o pincel e a ponta dos dedos, como sempre fez... 

7.° Essa história não tem fim... O sonho de voar continuará no filho e no neto do menino que um dia quis imitar os pássaros, mas que deixou para quem o conheceu, de presente, o seu pincel e o seu par de asas voadoras...

 (Revista urbana)


1. O voo do menino não deu certo porque: 

a) a torre da igreja era estreita demais para as asas. 

b) as asas eram pesadas demais para ele. 

c) ele era grande para o tamanho das asas. 

d) ele não é um pássaro para conseguir voar. 

e) a casa de onde ele pulou era baixa demais. 


2.  Assinale a expressão que NÃO indica tempo. 

a) Um dia, já bem velhinho, enfim, realizou 

b) Daquele dia em diante, o menino 

c) Era uma vez um menino chamado Zé 

d) Naquele tempo as ruas não eram calçadas 

e) Pulou em seu primeiro voo. 


3. “Um dia, já bem velhinho, enfim, realizou o seu sonho...” A expressão enfim significa: 

a) afinal. 

b) portanto. 

c) logo. 

d) então. 

e) daí. 


4. Assinale a expressão que NÃO funciona como expressão de lugar.

a) As ruas não eram calçadas 

b) Subiu na torre da igreja 

c) Para dali saltar... 

d) Não passaram pela torre da igreja 

e) E lá do telhado pulou 


5. “Daquele dia em diante, o menino começou a pintar as ruas, as casas...” A expressão verbal “começou a pintar” indica que a ação: 

a) teve início naquele momento. 

b) acabou de ser concluída. 

c) começará a ser realizada. 

d) não será realizada nunca. 

e) talvez seja realizada. 


6. Assinale a expressão que NÃO é preposição. 

a) O menino começou a pintar 

b) Eram demais para o menino 

c) Um dia, já bem velhinho 

d) Par de asas voadoras 

e) Pulou em seu primeiro voo 


7.  Assinale a palavra que apresenta erro de ortografia. 

a) Menininho 

b) Nuvensinha 

c) Cidadezinha 

d) Historinha 

e) Casinha 


8. O diminutivo plural da palavra pincel é: 

a) pincelzinhos. 

b) pincelezinhos. 

c) pincelinhos. 

d) pinceizinhos. 

e) pincelezinhos. 


9. Assinale a palavra que NÃO apresenta erro de acentuação. 

a) Céleste 

b) Gratuíto 

c) Econômia 

d) Substântivo 

e) Histórico 


10. Assinale a expressão que NÃO representa um verbo. 

a) Essa história não tem fim. 

b) Ele procurou a casa mais alta. 

c) Realizou o seu sonho. 

d) Voou lá para as nuvens do céu. 

e) Outro voo rumo à imaginação.


quarta-feira, 19 de janeiro de 2022

Atividade Ensino Fundamental II. Quadrinhos para Interpretação - Hagar

 



1. De acordo com o texto, Hagar:

a) é um ótimo leitor

b) não se preocupa por não saber ler. 

c) sabe exatamente onde está. 

d) entra no lugar adequado para pedir uma bebida. 

e) considera a leitura essencial.


2. O humor da tira consiste: 

a) no fato de Hagar observar a mania de leitura das outras pessoas. 

b) em Hagar pensar que o fato de não saber ler não é um problema, mas pedir uma cerveja em uma lavanderia, justamente por não saber ler o nome do estabelecimento. 

c) no fato de Hagar estar acompanhado de um sujeito que não emite nenhuma palavra durante todo o trajeto deles dentro da lavanderia. 

d) no fato do dono da lavanderia mandar Hagar embora porque ele não tinha roupas para lavar. 

e) no fato de Hagar se sentir muito bem por não saber ler. 


3. A palavra “taberneiro” deriva de: 

a) baderna. 

b) esbórnia. 

c) paterna. 

d) taberna. 

e) moderna. 


4. A terminação destacada na palavra “taberneiro” agrega à expressão o sentido de:

a) origem. 

b) lugar. 

c) diminutivo. 

d) aumentativo. 

e) ocupação, profissão. 


5. Todos os termos apresentados nas alternativas a seguir indicam ação, EXCETO:

a) “menu”. 

b) “ler”. 

c) “vou”. 

d) “dê”. 

e) “dizer”. 


6. Pelo contexto da tirinha, infere-se que a palavra “taberna” refere-se a um lugar:

a) onde as pessoas vão para lavar suas roupas. 

b) onde as pessoas vão para praticar a leitura. 

c) onde as pessoas vão para beber. 

d) onde as pessoas vão para praticar exercícios. 

e) onde as pessoas vão para estudar. 


7. A palavra “lavanderia” é:

a) polissílaba. 

b) dissílaba. 

c) trissílaba. 

d) monossílaba. 

e) sem sílabas


8 Quanto à divisão silábica, assinale a alternativa correta: 

a) Le-i-tu-ra. 

b) Ma-nia. 

c) Ta-be-rne-iro. 

d) Cer-ve-ja. 

e) La-va-nde-ria. 


9. Assinale a alternativa correta quanto à grafia dos pares: 

a) Demais – demaziado. 

b) Lavanderia – lavajem. 

c) Preciso – precizão. 

d) Vantajem – vantajoso. 

e) Limpo – limpeza. 


10. Na tirinha, a expressão “menu” significa:

a) revista. 

b) cardápio. 

c) jornal. 

d) gibi. 

e) agenda. 

sábado, 4 de dezembro de 2021

Textos Diversos para Interpretação - Fundamental II

Leia o texto a seguir:


Quem não se vacina não coloca apenas a própria saúde em risco, mas também a de seus familiares e outras pessoas com quem tem contato, além de contribuir para aumentar a circulação de doenças. 
Tomar vacinas é a melhor maneira de se proteger de uma variedade de doenças graves e de suas complicações, que podem até levar à morte. 
A maioria das doenças que podem ser prevenidas por vacina são transmitidas pelo contato com objetos contaminados ou quando o doente espirra, tosse ou fala, pois ele expele pequenas gotículas que contém os agentes infecciosos. Assim, se um indivíduo é infectado, pode transmitir a doença para outros que também não foram imunizados. 

Graças à vacinação, houve uma queda drástica na incidência de doenças que costumavam matar milhares de pessoas todos os anos até a metade do século passado - como coqueluche, sarampo, poliomielite e rubéola. Mas, mesmo estando sob controle hoje em dia, elas podem rapidamente voltar a se tornar uma epidemia caso as pessoas parem de se vacinar.


1. Qual é o tema central trabalhado no texto?

a) Desigualdade social.

b) Violência doméstica.

c) Vacinação.

d) Doenças.



Leia os textos:


TEXTO I

Minha mãe sempre diz: Não há dor que dure para sempre!
Tudo é vário. Temporário. Efêmero. Nunca somos, sempre estamos!
E apesar de saber de tudo isso. Por que algumas dores duram tanto?
Por que alguns sentimentos (diga-se de passagem os mais ridículos) demoram tanto a passar?
Por que olhar pra ele reaviva esperanças perdidas e suscitas lágrimas quentes até então contidas?
Por que o cérebro ainda não inculcou no coração que esquecer faz bem a saúde?
Por que tudo não pode ser como um bonito filme francês?

(Chico Buarque)



TEXTO II


Ama-me. Ainda é tempo. Interroga-me.
E eu te direi que nosso tempo é agora.
Esplêndida de avidez, vasta ternura
Porque é mais vasto o sonho que elabora
Há tanto tempo sua própria tessitura. (tessitura) - entrelaçar
Ama-me. Embora eu te pareça
Demasiado intensa. E de aspereza.
É transitória se tu me repensas.

(Hilda Hilst)


2. O tema em comum que existe entre os textos é sobre:

a) a vida

b) o amor

c) o tempo

d) a tristeza



Leia o texto:

Crise hídrica e colapso de abastecimento modifica rotina da população no Brejo da Paraíba

Por conta da falta de chuvas no Brejo paraibano, a barragem Canafístula II, em Borborema, que abastece municípios da região como Solânea e Bananeiras, entrou em colapso e não tem mais capacidade para abastecer a região com água nas torneiras. Segundo a Companhia de Águas e Esgotos da Paraíba (Cagepa), Bananeiras, Solânea, Cacimba de Dentro, Araruna, Riachão, Damião, Tacima e Dona Inês estão sem fornecimento de água pelas torneiras por tempo indeterminado.

Com o colapso no abastecimento na região, diversos problemas foram acarretados por conta da falta d’água. Moradores de Solânea e Bananeiras, as cidades mais afetadas com o colapso, precisam se deslocar de suas casas para conseguir água ou até mesmo recorrer à compra d’água por meio de vendedores em carros pipa.


3. No trechoPor conta da falta de chuvas no Brejo paraibano, a barragem Canafístula II, em Borborema,[...], entrou em colapso e não tem mais capacidade para abastecer a região com água nas torneiras.” Identifica-se claramente, em relação à problemática apresentada, uma relação de:

a) causa e conclusão.

b) causa e consequência. 

c) consequência e causa.

d) causa e finalidade.



Leia o texto:


Reeducação alimentar

Muitas pessoas acreditam que a busca pelo peso ideal está relacionada a padrões estéticos. Mas, ao contrário disso, ela deve acontecer visando um corpo mais saudável, a prevenção de doenças e mais qualidade de vida.

Alimentar-se de forma incorreta pode trazer efeitos nocivos que vão além do acúmulo de gordura. Por isso, é importante que você conheça todos os detalhes que envolvem a chamada reeducação alimentar.

Dessa forma, o emagrecimento é apenas um dos pilares da reeducação alimentar. É por isso que ela promove mais benefícios do que dietas da moda, já que também pode ajudar a problemas relacionados à saúde, como diabetes e hipertensão.

O mais importante nesse processo é não pensar na reeducação alimentar como vilã ou uma
espécie de castigo. Você deve encará-la como um método que garantirá uma vida mais saudável e rotina com mais disposição e tranquilidade.


4. De acordo com o texto, a reeducação alimentar é necessária porque:

a) previne doenças e oferece qualidade de vida.

b) ajuda na concentração.

c) contribui para a saúde mental.

d) ela castiga e educa as pessoas.



terça-feira, 30 de novembro de 2021

Atividade Ensino Médio. O papel e a tinta - Adaptado de Leonardo da Vinci

 O papel e a tinta 



Certo dia, uma folha de papel que estava em cima de uma    mesa, junto com outras folhas exatamente iguais a ela, viu-se  coberta de sinais. Uma pena, molhada de tinta preta, havia  escrito uma porção de palavras em toda folha.

− Por que você não me poupou essa humilhação? – disse, furiosa, a folha de papel para a tinta. 

− Espere! Respondeu a tinta. – Eu não estraguei você. Eu cobri você de palavras. Agora você não é mais apenas uma folha de papel, mas sim uma mensagem. Você é a guardiã do pensamento humano. Você se transformou num documento precioso! 

 E, realmente, pouco depois, alguém foi arrumar a mesa e apanhou as folhas de papel para jogá-las na lareira. Mas subitamente reparou na folha escrita com tinta, e então jogou fora todas as outras, guardando apenas a que continha uma mensagem escrita.

 (Adaptado de Leonardo da Vinci. Fábulas e lendas)


1. De acordo com o texto, julgue as assertivas a seguir: 

a) A folha de papel e a tinta têm a mesma opinião em relação à escrita. 

b) A palavra escrita, para a tinta, expressa o pensamento do homem. 

c) A pena molhada de tinta valoriza a folha de papel. 

d) A escrita é a única forma de transmitir o pensamento. 

e) A escrita transforma a folha de papel em mensagem. 


2. Considerando o diálogo entre a folha de papel e a tinta, julgue as assertivas a seguir: 

a) A folha de papel reclamou do comportamento da tinta. 

b) A folha de papel compreendeu a atitude da tinta. 

c) A tinta aceitou a reclamação da folha de papel. 

d) A tinta ficou indiferente às reclamações da folha de papel. 

e) A tinta apelou para a compreensão da folha de papel. 


3. Considerando o sentimento da folha de papel na frase “ – Por que você não me poupou essa humilhação? [...].” (linha 4), julgue as assertivas a seguir: 

a) Sentimento de intolerância.

b). Sentimento de indignação.

c) Sentimento de aceitação. 

d) Sentimento de indiferença. 

e) Sentimento de resignação. 


4. Considerando o uso do pronome você na frase “Agora você não é mais apenas uma folha de papel, mas sim uma mensagem.” (linhas 5-6), julgue as assertivas a seguir:

a) Refere-se à expressão “folha de papel ”. 

b) Refere-se à palavra “mensagem”. 

c) Refere-se ao termo “palavra”. 

d) Refere-se à palavra “pena”. 

e). Refere-se à expressão “tinta preta”.  


5. Leia a frase: “Você é a guardiã do pensamento humano.” (linha 6). Considerando a substituição da palavra “guardiã” por um sinônimo, julgue as assertivas a seguir: 

a)  Você é a ameaçadora do pensamento humano. 

b) Você é a protetora do pensamento humano. 

c) Você é a definidora do pensamento humano. 

d) Você é a zeladora do pensamento humano. 

e) Você é a inibidora do pensamento humano. 


6. Considerando o uso do travessão no segundo e no terceiro parágrafos do texto, julgue as assertivas a seguir: 

a) Introduz uma ordem. 

b) Introduz uma pergunta. 

c) Introduz uma declaração. 

d) Introduz a fala dos personagens. 

V. Introduz a fala do autor. 


7. Na frase “Mas subitamente reparou na folha escrita com tinta, [...]” (linha 9), considerando o sentido da palavra destacada, julgue as assertivas a seguir: 

a) com atenção. 

b). sem jeito. 

c) de repente. 

d) sem interesse. 

e) de imediato. 


 8. Na frase “– Espere! Respondeu a tinta” (linha 5) , a forma verbal destacada refere-se à fala de um personagem do texto. Considerando o sentido dessa forma, julgue as assertivas a seguir: 

a) Expressa um pedido. 

b) Expressa uma indefinição. 

c) Expressa uma certeza. 

d) Expressa uma dúvida. 

e) Expressa um apelo. 


9. Na frase “Certo dia, uma folha de papel que estava em cima de uma mesa [..] viu-se coberta de sinais.” (linhas 1-2), a locução destacada expressa circunstância de lugar. Considerando essa circunstância, julgue as expressões destacadas nas assertivas a seguir: 

a) “[...] havia escrito uma porção de palavras em toda folha” (linhas 2-3) 

b) “Eu cobri você de palavras.” (linha 5) 

c) “ E, realmente, pouco depois alguém foi arrumar a mesa, [...]” (linha 8) 

d) “[...] e apanhou as folhas para jogá-las na lareira. (linhas 8 - 9 ) 

e) “Mas subitamente reparou a folha escrita com tinta,” (linha 9) 


10. Leia a frase: “E, realmente, pouco depois, alguém foi arrumar a mesa [...]” (linha 8). Considerando a substituição do termo alguém pelo pronome nós, mantendo o mesmo tempo verbal, julgue as assertivas a seguir: 

a) “E, pouco depois, nós iremos arrumar a mesa [...]” 

b) “E, pouco depois, nós fomos arrumar a mesa [...]” 

c) “E, pouco depois, nós iríamos arrumar a mesa [...]” 

d) “E, pouco depois, nós fôramos arrumar a mesa [...]” 

e) “E, pouco depois, nós fôssemos arrumar a mesa [...]”

segunda-feira, 29 de novembro de 2021

Atividade Ensino Fundamental II. O Conto da Mentira - Rogério Augusto

 O Conto da Mentira



Todo dia Felipe inventava uma mentira. “Mãe, a vovó tá no telefone!”. A mãe largava a louça na pia e corria até a sala. Encontrava o telefone mudo. 

O garoto havia inventado morte do cachorro, nota dez em matemática, gol de cabeça em campeonato de rua. A mãe tentava assustá-lo: “Seu nariz vai ficar igual ao do Pinóquio!”. Felipe ria na cara dela: “Quem tá mentindo é você! Não existe ninguém de madeira!”. 

O pai de Felipe também conversava com ele: “Um dia você contará uma verdade e ninguém acreditará!”. Felipe ficava pensativo. Mas no dia seguinte...

Então aconteceu o que seu pai alertara. Felipe assistia a um programa na TV. A apresentadora ligou para o número do telefone da casa dele. Felipe tinha sido sorteado. O prêmio era uma bicicleta: “É verdade, mãe! A moça quer falar com você no telefone pra combinar a entrega da bicicleta. É verdade!” 

A mãe de Felipe fingiu não ouvir. Continuou preparando o jantar em silêncio. Resultado: Felipe deixou de ganhar o prêmio. Então ele começou a reduzir suas mentiras. Até que um dia deixou de contá-las. Bem, Felipe cresceu e tornou-se um escritor. Voltou a criar histórias. Agora sem culpa e sem medo. No momento está escrevendo um conto. É a história de um menino que deixa de ganhar uma bicicleta porque mentia... 

(Rogério Augusto)


1. De acordo com o texto Felipe era um menino: 

a) Estudioso 

b) Educado 

c) Mentiroso 

d) Tímido 

e) Sonhador 


2. O que a mãe de Felipe dizia para tentar assustá-lo? 

a) Que ficaria de castigo. 

b) Que seu nariz iria crescer e ficar igual ao do Pinóquio. 

c) Que seu cachorro tinha morrido. 

d) Que não participaria do sorteio da TV. 

e) Que não participaria do campeonato de futebol.


3. Qual foi o prêmio que Felipe deixou de ganhar? 

a) Uma televisão. 

b) Um vídeo game. 

c) Uma bola de futebol. 

d) Um cachorro. 

e) Uma bicicleta. 


4. Qual foi a reação da mãe de Felipe quando a apresentadora de TV ligou para a casa dele? 

a) Ficou feliz, pois o filho acabara de ser sorteado. 

b) Disse que não deveria ter dado o número de telefone de casa para apresentadora. 

c) Ligou para o pai de Felipe para contar a novidade. 

d) Fingiu não ouvir e continuou preparando o jantar. 

e) Foi logo perguntado quando seria a entrega do prêmio. 


5. No final do texto o que aconteceu com Felipe? 

a) Tornou-se um escritor e voltou a criar histórias. 

b) Tornou-se um professor de futebol. 

c) Tornou-se apresentador de TV. 

d) Abriu uma livraria. 

e) Abriu loja de bicicleta.

quinta-feira, 11 de novembro de 2021

Atividade Ensino Médio. Meninos e meninas - Clarice Reichstul

Meninos e Meninas

1 Meninos, vamos brincar de casinha? Vamos brincar de lavar e

2 passar roupa, de comidinha, de dono de casa e de papai e  filhinhos? É que 

3 vocês não sabem, mas, no futuro, quando  forem grandes, esse 

4 conhecimento em forma de brincadeira vai ser útil. 

5 Sabe, hoje em dia, homens e mulheres do nosso país sofrem de um 

6 mal horroroso, de uma doença de alma triste: acham que ser mulher é 

7 menos do que ser homem. Eles nem percebem, mas, quando dizem que 

8 brincar de casinha é coisa de menina, acabam esquecendo que meninos 

9 também cuidarão de uma casa no futuro. 

10 Os meninos vão brincar de carrinho, como se fossem os únicos a se 

11 tornar motoristas no futuro. Meninos serão astronautas, engenheiros, 

12 médicos. E as meninas? Elas serão muitas coisas também. Mas o que se 

13 espera é que elas sejam boas donas de casa. O treino começa nas 

14 brincadeiras. 

15 Meninas, que tal brincar de política? Vamos brincar de virar 

16 parlamentar, escrever leis, discursar, ser presidenta e prefeita? É que vocês 

17 não sabem, mas, no futuro, quando forem grandes, esse conhecimento em 

18 forma de brincadeira vai ser útil. 

19 Os adultos de hoje estão doentes, e infelizmente não sei se irão 

20 sarar nesta geração. Cabe a vocês virar a mesa, subverter as regras 

21 estabelecidas por nós, adultos infectados com o vírus da falta de coração.

(Clarice Reichstul)


1. A autora dirige-se, sobretudo, aos: 

a) adultos de alma triste. 

b) pais e seus filhos meninos. 

c) meninos e meninas brasileiros. 

d) homens e mulheres do nosso país. 


2. Para Clarice Reichstul, no Brasil, as pessoas “sofrem de um mal horroroso” (linhas 5 e 6). Ela se refere ao fato de: 

a) não existirem parlamentares mulheres. 

b) não haver vagas para engenheiras e médicas. 

c) se considerar a mulher como inferior ao homem. 

d) as mulheres serem superiores aos homens nos cuidados do lar. 


3. A autora acredita que os(as):

a) brincadeiras na infância são inúteis para a escolha da futura profissão. 

b) meninas que brincam com carrinhos não podem ser boas donas de casa. 

c) papéis que homens e mulheres vão desempenhar começam a ser definidos nas brincadeiras infantis.

d) meninos não devem brincar de casinha: no futuro, mulheres se ocuparão dos cuidados com o lar.


4. No enunciado “Os adultos de hoje estão doentes, e infelizmente não sei se irão sarar nesta geração” (linhas 19-20), Clarice Reichstul manifesta:

a) otimismo. 

b) confiança. 

c) descrença. 

d) segurança. 


5. Quanto às relações de sentido, não é correto afirmar que: 

a) “grandes” significa “altos” em “quando forem grandes” (linha 3). 

b) “subverter” significa “modificar” em “subverter as regras” (linha 20). 

c) “conhecimento” é sinônimo de “saber” em “esse conhecimento” (linha 17). 

d) “infectados” é sinônimo de “contaminados” em “adultos infectados” (linha 21). 


6. Há palavras usadas em sentido conotativo em: 

a) “escrever leis” (linha 16). 

b) “Cabe a vocês virar a mesa” (linha 20). 

c) “cuidarão de uma casa no futuro” (linha 9). 

d) “homens e mulheres do nosso país” (linha 5). 


7. Em “Meninas, que tal brincar de política?” (linha 15), o termo destacado é: 

a) sujeito. 

b) aposto. 

c) vocativo. 

d) objeto direto. 


8. Em “de uma doença de alma triste:” (linha 6), os dois-pontos servem para: 

a) anunciar uma citação. 

b) realçar uma expressão. 

c) introduzir uma explicação. 

d) anunciar uma enumeração. 


9. Leia: “Elas deveriam ser muitas coisas também. Mas o que se esperava é que elas...” O trecho que completaria corretamente o enunciado é:

a) seriam boas donas de casa. 

b) fossem boas donas de casa. 

c) tivessem sido boas donas de casa. 

d) venham a ser boas donas de casa.

Texto para Interpretação: Flores na Varanda

 Flores na varanda Quem dobrasse à esquerda encontraria logo o portão. Abrindo-o, estaria no jardim – modesto jardim, onde outrora houvera u...