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sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Texto para Interpretação: Bilhete de Amor - José Elias. Fundamental II



O bilhete de amor 

Logo que colocou os objetos embaixo da carteira Pitu encontrou o bilhete. Leu, ficou vermelho, colocou no bolso, não mostrou pra ninguém. De vez em quando, mordia-lhe uma curiosidade grande, uma vontade de reler pra ter certeza. Era uma revelação que ele não estava esperando. Não podia dizer que estivesse achando ruim, pelo contrário... ele estava com vontade de olhar pra trás, para procurar uma resposta com o olhar. Era um tímido e não encorajava. A professora explicava num mapa as regiões do Brasil e ele viajava num rumo diferente 

(...) 

(ELIAS, José)

1. O que Pitu fez ao encontrar um bilhete em sua carteira? 

a) leu e gritou. 

b) não gostou de encontrar um papel em sua carteira. 

c) ficou vermelho ao ler o bilhete. 

d) jogou o bilhete fora. 


2. Como o autor caracteriza Pitu? 

a) um menino tímido. 

b) um menino rebelde. 

c) um menino estudioso. 

d) um menino esperto. 


3. Na expressão “A professora explicava num mapa as regiões do Brasil”, o sujeito da oração é: 

a) as regiões. 

b) explicava. 

c) A Professora. 

d) num mapa. 


4. Em “Pitu encontrou o bilhete” verbo destacado está conjugado em que modo e tempo verbal? 

a) presente do subjuntivo. 

b) pretérito imperfeito do indicativo. 

c) futuro do presente do indicativo. 

d) pretérito perfeito do indicativo. 


5. Os verbos achando e esperando não exprimem por si só nem o tempo, nem o modo verbal. Deste modo, apresentam-se na: 

a) forma infinitivo pessoal. 

b) forma do infinitivo. 

c) forma nominal de gerúndio. 

d) forma nominal de particípio

Música para Interpretação: Ela É Carioca


Ela é Carioca
– Tom Jobim 

Ela é carioca 

Ela é carioca 

Basta o jeitinho dela andar 

Nem ninguém tem carinho assim para dar 

Eu vejo na luz dos seus olhos 


1. A palavra em destaque na música pertence à classe de palavra Adjetivo, este, por sua vez, classifica-se em adjetivo pátrio, que se refere a continentes, países, cidades, etc. 

Das alternativas abaixo, o adjetivo carioca refere-se a qual cidade? 

a) São Paulo.

b) Pará. 

c) Rio de Janeiro. 

d) Minas gerais.

Fábula: O cão e a carne. Fundamental II

O cão e carne 

 Ia um cão atravessando o rio; levava na boca um pedaço de carne. No fundo da água viu a sombra da carne; era muito maior. 

Cobiçoso, soltou a que tinha na boca para agarrar na outra; por mais, porém, que mergulhasse, ficou logrado. 

Moralidade: nunca deixes o certo pelo duvidoso. De todas as fraquezas humanas a cobiça é a mais comum, e é mais castigada.


1. O cão soltou a carne que levava na boca para: 

a) atravessar o rio. 

b) mergulhar no rio e beber água. 

c) pegar um pedaço de carne bem maior que viu no rio. 

d) procurar algo melhor.


2. Atentando para o fato de que as fábulas são histórias que trazem sempre consigo regras de conduta em relação ao comportamento, estas explicitadas na moral apresentada sempre ao final, a fábula O cão e carne nos traz qual moral? 

a) devemos contentar-nos com o que temos. 

b) é melhor ter mais do que menos. 

c) duvidar é sinal de fraqueza. 

d) quanto mais cobiçar mais terá.


3. Na frase “Cobiçoso, soltou a que tinha na boca para agarrar na outra” a palavra destacada é gramaticalmente classificada como: 

a) substantivo. 

b) verbo. 

c) advérbio. 

d) adjetivo.

Tirinha para Interpretação. Armandinho - Ensino Médio.

 Leia a tirinha a seguir e responda da questão 1 a 3.



1. Após leitura da tirinha do Armandinho apresentada, pode-se afirmar que: 

a) o humor foi gerado pelo fato de o pai não julgar Armandinho grande o suficiente para atravessar a rua sozinho. 

b) o humor foi gerado pelo fato de Armandinho considerar o sapo mais velho mesmo sem ter como saber disso. 

c) o humor foi gerado pelo fato de Armandinho considerar o sapo fofoqueiro, como se ele pudesse falar. 

d) o humor foi gerado pelo duplo sentido da palavra “fofoqueiro” utilizada pelo pai de Armandinho. 

e) o humor foi gerado pelo duplo sentido da palavra “conta” usada, no terceiro quadrinho, pelo pai com uma intenção, mas entendida por Armadinho com outro significado.

 
2. No período “você não pode atravessar a rua sozinho, filho!”, o termo em destaque exerce a seguinte função sintática: 

a) aposto. 

b) adjunto adnominal. 

c) sujeito. 

d) adjunto adverbial. 

e) vocativo. 


3. Na frase “Precisa estar com alguém mais velho!”, presente no segundo quadrinho da tirinha do Armandinho, há: 

a) uma oração, pois tem uma locução verbal. 

b) duas orações, pois tem dois verbos. 

c) três orações, pois tem uma locução verbal e outro verbo. 

d) apenas um grupo nominal, pois não possui verbos. 

e) um período composto por coordenação e subordinação. 

domingo, 16 de agosto de 2026

Músicas para Interpretação - Ensino Médio.

 


Mulher Nova, Bonita E Carinhosa 

Faz O Homem Gemer Sem Sentir Dor 

Zé Ramalho 

Numa luta de gregos e troianos 
Por Helena, a mulher de Menelau 
Conta a história que um cavalo de pau 
Terminava uma guerra de dez anos 
Menelau, o maior dos espartanos 
Venceu Páris, o grande sedutor 
Humilhando a família de Heitor 
Em defesa da honra caprichosa 
Mulher nova, bonita e carinhosa 
Faz o homem gemer sem sentir dor 
A mulher tem na face dois brilhantes 
Condutores fiéis do seu destino 
Quem não ama o sorriso feminino 
Desconhece a poesia de Cervantes 
A bravura dos grandes navegantes 
Enfrentando a procela em seu furor 
Se não fosse a mulher, mimosa flor 
A história seria mentirosa 
Mulher nova, bonita e carinhosa 
Faz o homem gemer sem sentir dor 
Virgulino Ferreira, o Lampião 
Bandoleiro das selvas nordestinas 
Sem temer a perigo nem ruínas 
Foi o rei do cangaço no sertão 
Mas um dia sentiu no coração 
O feitiço atrativo do amor 
A mulata da terra do condor 
Dominava uma fera perigosa 
Mulher nova, bonita e carinhosa 
Faz o homem gemer sem sentir dor 


1. Os fatores de textualidade são condições para que o texto se torne funcional e compreensível. Sabendo disso, percebe-se que, ao fazer referência a fatos históricos, a exemplo da guerra de Tróia e da conquista de Alexandre, “O grande”, Zé Ramalho utiliza o seguinte fator de textualidade: 

a) coerência. 

b) coesão. 

c) situacionalidade. 

d) intertextualidade. 

e) aceitabilidade. 




Maria da Vila Matilde

Elza Soares

Cadê meu celular?
Eu vou ligar pro 180
Vou entregar teu nome
E explicar meu endereço
Aqui você não entra mais
Eu digo que não te conheço
E jogo água fervendo
Se você se aventurar
Eu solto o cachorro
E, apontando pra você
Eu grito: péguix...
Eu quero ver
Você pular, você correr
Na frente dos vizinhos
Cê vai se arrepender de levantar a mão pra mim
Cadê meu celular?
Eu vou ligar pro 180
Vou entregar teu nome
E explicar meu endereço
Aqui você não entra mais
[...]
Compositores: Douglas Germano
Letra de Maria da Vila Matilde


2. Considere o verso “Cê vai se arrepender de levantar a mão pra mim”, da canção Maria da Vila
Matilde, de Elza Soares, e analise as afirmações a seguir sobre o emprego de “cê”:

I. O uso de “cê” corresponde a uma forma reduzida de “você”, típica da oralidade e de
situações de menor formalidade.

II. O emprego de “cê” caracteriza erro gramatical e interfere negativamente na
compreensão do verso.

III. Essa forma reduzida constitui marca de variação linguística legítima, registrada amplamente na fala cotidiana em vários contextos urbanos.

IV. O uso de “cê” indica regionalismo específico que limita a compreensão da canção a determinadas áreas do país.

Após análise, conclui-se que é correto o que se afirma em:

a) II.
b) I e III.
c) I e IV.
d) II e IV.
e) III e IV.

Textos para Interpretação: O Cravo e a Rosa - Ensino Médio.

 1No texto, a integração entre linguagem verbal e não verbal desempenha papel central na construção do humor e da crítica social. Considerando essa articulação, é correto afirmar que:


a) Os elementos verbais anulam o impacto dos elementos visuais, já que o sentido da tirinha depende exclusivamente do texto escrito nas legendas.

b) As imagens apenas ilustram um conflito desprovido de intencionalidade crítica, funcionando como apoio ornamental à informação verbal.

c) A linguagem não verbal contradiz a verbal, criando ambiguidade que impede a
interpretação clara acerca da punição sofrida pelo cravo.

d) A presença de expressões e desenhos é suficiente para transmitir toda a mensagem, tornando o texto verbal desnecessário para a compreensão da crítica.

e) Os elementos verbais reforçam a crítica implícita à violência doméstica (“A rosa chamou a polícia”, “É a Lei Maria da Penha, mermão!”), enquanto os elementos não verbais — expressões faciais, posição corporal das flores e a imagem do cravo atrás das grades — visualizam a consequência jurídica da agressão, tornando a mensagem imediata e inequívoca.


2. O texto apresentado utiliza personagens com aparência de flores, distribuídos em quadros sucessivos, com cenas encadeadas e humor crítico. A narrativa combina desenho, expressões faciais, falas em balões e legendas na parte superior de cada quadro. Considerando tais características, o gênero textual representado é:

a) Charge, pois o foco principal está na sátira de uma figura pública específica.

b) História em quadrinhos longa, pois há enredo extenso e progressão narrativa complexa.

c) Tirinha, pois apresenta narrativa curta, dividida em poucos quadros, com humor e crítica social, mantendo estrutura típica de quadrinhos breves.

d) Meme, já que depende -exclusivamente de texto curto e imagem única para gerar efeito humorístico.

e) Cartum político, dado que se apoia em acontecimentos jornalísticos recentes para transmitir opinião.


O Cravo Brigou Com a Rosa 

“O cravo brigou com a rosa 
 Debaixo de uma sacada 
 O cravo saiu ferido 
 E a rosa despedaçada 
 [...] 

3. Nas palavras em destaque na cantiga popular, as letras cr, br e sp, caracterizam-se como: 

a) dígrafos. 
b) encontros silábicos. 
c) encontros vocálicos. 
d) encontros consonantais. 

4. Os verbos que aparecem na cantiga, brigou e saiu, apresentam-se em qual modo e tempo verbal? 

a) pretérito mais-que-perfeito do indicativo. 
b) pretérito perfeito do subjuntivo. 
c) pretérito perfeito do indicativo. 
d) futuro do presente do indicativo. 

5. Sendo o substantivo uma classe gramatical e sua função é nomear os seres em geral e atentando para a sua classificação, as palavras cravo e rosa, presentes na cantiga, são classificadas como: 

a) substantivos compostos. 
b) substantivos simples. 
c) substantivos próprios. 
d) substantivos derivados. 


terça-feira, 26 de maio de 2026

Texto para Interpretação - Ensino Médio


 
Um tiro no escuro 

   – Quem atirou em quem? – provoco minha mãe. 
   – Uai, foi você que atirou no seu irmão. – ela responde, convicta. 

 Isso aconteceu nos anos de 1980, bem no começo. Naquela época era tudo meio inconsequente. Meu pai havia nos presenteado com uma espingarda de pressão. Com que cargas d’água alguém teria a brilhante ideia de dar uma arma para duas crianças? Pois é, isso era normal. Como era normal também passearmos pela cidade em um Fusca, todos sem cinto de segurança e felizes como nunca. Tínhamos a impressão de que tudo era meio permitido, mas, lógico, dentro de parâmetros que levavam em conta o respeito ao próximo e o amor incondicional à família. 

 Brincávamos na rua e ela era tão perigosa quanto é hoje. Havia os carros descontrolados, os motoristas bêbados, as motos a todo vapor, os paralelepípedos soltos como armadilhas propositais. Tudo era afiado ou pontiagudo, menos a dedicação de dona Izolina. Perto da janta ela nos gritava e, chateados, nos recolhíamos para a sala. Havia uma mesa e todos nos sentávamos, juntos, para celebrar mais um dia em que nada nos faltara. 

 Hoje, os brinquedos de criança parecem mais arredondados, não há armas em casa, mas os perigos são os mesmos: um arranhão em minha filha, Helena, dói tanto quanto um hematoma sofrido em nossa infância. 

 Ah, mãe, fui eu que atirei em meu irmão e, logo após o grito estridente dele, saí gritando igualmente pela casa, desolado e pesaroso, porque havia assassinado um parente tão próximo. Mas nada acontecera, nem uma esfoladela. Ele usava uma bermuda jeans e eu, com minha pontaria genial, havia acertado a nádega direita, de modo que o pequeno projétil se intimidara diante da força do tecido. Foi assim, mãe. Agora a senhora já pode contar para todos a história correta. 

(Whisner Fraga)


1. Na opinião do narrador, há:

a) equivalência entre a infância vivida hoje e a vivida na década de 1980 torna-se evidente nos brinquedos presenteados às crianças, que continuam os mesmos de antes. 

b) diferença entre a infância vivida hoje e a vivida na década de 1980 pode ser percebida em algumas atitudes antes consideradas normais e que hoje são recriminadas. 

c) diferença entre a infância vivida hoje e a vivida na década de 1980 está no fato de que hoje as brincadeiras são mais violentas que no passado. 

d) diferença entre a infância vivida hoje e a vivida na década de 1980 é comprovada pelo fato de que, no passado, era possível brincar na rua, que não oferecia tantos riscos quanto hoje. 

e) equivalência entre a infância vivida hoje e a vivida na década de 1980 evidencia-se na maneira de se passear de carro pela cidade. 



2. Na ocasião em que atira em seu irmão com uma espingarda de pressão, o narrador reage de modo a demonstrar-se: 

a) destemido. 

b) arrependido. 

c) superior. 

d) isolado. 

e) orgulhoso. 


3. A forma verbal destacada em – Havia uma mesa e todos nos sentávamos, juntos, para celebrar mais um dia em que nada nos faltara. – está corretamente substituída, sem que se alterem o tempo ou o modo verbais, por: 

a) terá faltado. 

b) tenha faltado. 

c) tinha faltado. 

d) ter faltado. 

e) tiver faltado. 



4. Considere a seguinte passagem do texto. Com que cargas d’água alguém teria a brilhante ideia de dar uma arma para duas crianças? Pois é, isso era normal. Como era normal também passearmos pela cidade em um Fusca, todos sem cinto de segurança... 

No contexto, o termo Como, em destaque, estabelece relação de: 

a) conformidade. 

b) finalidade. 

c) consequência. 

d) concessão. 

e) comparação. 


5. Considerando a regência do termo impacto, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas da frase seguinte, de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, e mantendo a correspondência da frase com o texto. 

O impacto_______________ bala_______________ bermuda jeans foi insuficiente para machucar o garoto. 

a) com a ... sob a 

b) pela ... sob a 

c) com a ... à 

d) da ... sobre a 

e) na ... pela



6. A concordância nominal está em conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa em: 

a) Bloqueada pela força do tecido, segundo conta o narrador, a pequena bala não chegou nem a esfolar o irmão. 

b) Há alguns anos, havia muitos motorista desatento à necessidade do uso do cinto de segurança. 

c) Hoje, os brinquedos de crianças parecem mais arredondados, mas não há como evitar os arranhões característico da infância. 

d) Na década de 1980, época da infância do narrador, as espingardas de pressão eram popular entre os garotos. 

e) Mesmo tudo parecendo meio permitido, o respeito ao próximo e o amor à família eram indispensável às relações humanas.




Texto Curto para Interpretação. Fundamental II

 Leia o texto para responder às questões de números 1 a 3. 


A melhor forma de se evitar a dengue é combater os focos de acúmulo de água, locais propícios para a criação do mosquito transmissor da doença. Para isso, é importante não acumular água em latas, pneus velhos, vasos de plantas, caixas d´água, entre outros. Lembre-se: a prevenção é a única arma contra a doença. 

1. Um termo empregado com sentido figurado, no texto, é: 

a) prevenção. 

b) doença. 

c) transmissor. 

d) acúmulo. 

e) arma. 


2. Atendendo à norma-padrão, assinale a alternativa que completa corretamente a frase quanto à colocação do pronome destacado. A dengue pode ser evitada... 

a) ... tendo conscientizado-se acerca dos riscos do acúmulo de água. 

b) … sempre certificando-se de não haver acúmulo de água. 

c) … eliminando-se o acúmulo de água. 

d) ... quando exclui-se o acúmulo de água. 

e) ... não acumulando-se água. 



3. Assinale a alternativa em que o acento indicativo de crase está empregado corretamente. 

a) O texto remete à certa urgência em se eliminarem os focos de acúmulo de água. 

b) O texto faz referência à importância da eliminação dos focos de acúmulo de água. 

c) O texto dá destaque à uma necessária eliminação dos focos de acúmulo de água. 

d) O texto conclama seus possíveis leitores à eliminar os focos de acúmulo de água. 

e) O texto alerta para à necessidade de se eliminarem os focos de acúmulo de água.


sexta-feira, 3 de abril de 2026

interpretação de Tirinhas - Fundamental II

 



1. A expressão “quebrar o galho”, que Cebolinha falou para Mônica, tem o sentido figurado de: 

a) empurrar. 

b) ajudar. 

c) fazer. 

d) quebrar. 


2. Considerando a resposta correta da questão anterior, o seu antônimo seria: 

a) puxar. 

b) atrapalhar. 

c) desfazer. 

d) consertar.

Texto Curto para Interpretação - Fundamental II

 SONHO REAL 

 — Mãe, eu quero ser rei, amado por todo mundo. 

Com muita fama e muito dinheiro. 

Quando não estiver reinando, apareço na tevê, nos jornais e nas revistas, dou entrevista, faço comercial, gravo disco e jogo na Seleção. 

 — Rei administra o seu povo e não fica só no oba-oba, meu filho. 

E, depois, nem tem rei mais, quase só presidentes ... 

 — Xi! Já vi que você tá boiando! ... 

Não quero ser rei da pátria, não quero nada disso. 

Quero ser um rei mais importante quero ser rei do futebol!!.

(José Elias)


1.  A palavra "pátria", destacada no trecho acima, recebe acento gráfico de acordo com uma regra específica da acentuação que considera a tonicidade e a estrutura vocálica da palavra. Com base na norma culta e na classificação silábica, assinale a alternativa que justifica corretamente a presença do acento. 

a) A palavra é uma proparoxítona aparente, pois apresenta na sílaba tônica a vogal aberta "i" que termina por sequência vocálica pós-tônicas (ditongo crescente). 

b) A palavra é acentuada por ser uma paroxítona terminada em ditongo decrescente, o que exige obrigatoriamente o uso de acento nas vogais abertas. 

c) "Pátria" é uma proparoxítona real, com a sílaba tônica na penúltima posição, terminando em vogal, o que torna o acento obrigatório por convenção geral. 

d) O acento é justificado por tradição etimológica, já que palavras de origem latina terminadas em -ia recebem acento, independentemente de sua tonicidade real ou posição silábica. 


2. No trecho "Xi! Já vi que você tá boiando!", o termo "boiando" foi usado pelo menino para indicar que a mãe: 

a) Estava se lembrando de outra coisa e por isso desviou o assunto para política. 

b) Estava achando graça da conversa e por isso não conseguia parar de rir. 

c) Não estava entendendo o que ele queria dizer, mostrando estar perdida no assunto.

d) Tinha mudado de ideia e agora concordava com o sonho do filho em ser rei de verdade.


3. Se o diálogo fosse transformado em uma sequência de ilustrações, a opção que apresenta a ordem correta dos fatos que deveriam ser representados em imagens, respeitando o encadeamento da história é a: 

a) Mãe fala sobre política e presidência — menino grita com raiva — o pai aparece na televisão — menino explica que quer jogar na Seleção. 

b) Menino sonha com fama e riqueza como rei — mãe tenta corrigir a visão do filho sobre o que é reinar — menino revela que fala de futebol. 

c) Menino diz que quer jogar na Seleção — mãe apoia a ideia — menino mostra fotos de jogadores — mãe e filho assistem a um jogo juntos. 

d) Menino aparece jogando futebol na televisão — mãe explica o que é ser rei — menino diz que quer ser amado — mãe fala sobre presidentes. 


4. Ao longo do diálogo entre mãe e filho, percebe-se um mal-entendido causado pelo uso da palavra "rei". Com base no contexto e na conclusão da conversa, é correto afirmar que: 

a) O menino deseja, de fato, ser um governante, mas ao notar a reação da mãe, disfarça sua intenção original, desviando a conversa para o futebol. 

b) O menino utiliza a palavra "rei" como símbolo de prestígio e fama, referindo-se, desde o início, a uma figura reconhecida no esporte, mas a mãe interpreta o termo literalmente, como autoridade política, gerando a confusão entre os dois. 

c) A conversa evidencia que o menino não tem clareza sobre o que significa ser rei, por isso mistura elementos da política com imagens do mundo artístico e esportivo. 

d) A mãe compreende corretamente a intenção do filho, mas discorda da valorização excessiva da fama, e, por isso, tenta dissuadi-lo do sonho de se tornar famoso no futebol. 


5. Na frase "Quero ser um rei mais importante, quero ser rei do futebol!!", o termo "mais" foi corretamente empregado porque: 

a) Dá a ideia de aumento ou comparação, mostrando que o menino deseja ser um rei com maior importância. 

b) Serve como reforço de negação, pois o menino não quer ser rei comum, mas sim de outro tipo. 

c) Expressa oposição entre ideias, substituindo a conjunção "mas", usada para indicar contraste. 

d) Indica uma quantidade excessiva de importância, o que sugere exagero por parte do menino.


6. Na frase "Mãe, eu quero ser rei, amado por todo mundo.", qual é a função da vírgula colocada logo após a palavra "Mãe"? 

a) Destacar o vocativo, que é a forma como o falante se dirige à pessoa com quem fala. 

b) Marcar o deslocamento de um termo explicativo, que poderia ser retirado sem prejuízo. (C) Separar o sujeito do predicado, já que "Mãe" é quem quer ser rei na frase. 

d) Indicar uma pausa de respiração obrigatória, sem relação com a estrutura da frase. 


7. A fala da mãe no trecho "Rei administra o seu povo e não fica só no oba-oba, meu filho" cumpre um papel importante na construção do texto. Com base na interpretação da mãe e a forma como ela tenta orientar o filho, pode-se afirmar que essa fala: 

a) Revela que a mãe leva a fala do filho ao pé da letra, acreditando que ele quer ser uma autoridade nacional, e por isso tenta explicar que a função de um rei vai além da fama e exige seriedade. 

b) Indica que a mãe vê o desejo do filho como possível, desde que ele queira ser presidente, já que hoje não existem mais reis no país. 

c) Demonstra que a mãe entende que o filho está usando a palavra "rei" como brincadeira, mas aproveita para alertar sobre os riscos da fama no mundo do futebol. 

d) Mostra que a mãe busca corrigir o filho porque acredita que ele está desrespeitando figuras políticas ao falar de reis com tanto entusiasmo.


 

Texto Curto para Interpretação - Fundamental II

“No começo eu tentava te fazer me amar 

Mas agora estamos juntos e posso confessar 

Eu não gosto de cinema, eu não sei cozinhar 

Nunca fui tão cavalheiro, jurei nunca casar 

A carta que mandei não fui eu que escrevi 

E o poema que te recitei num livro eu li 

Não sou bom de futebol 

E por você já chorei 

Mas é de verdade estou te amando 

Me apaixonei”


1. Qual o enunciado que melhor interpreta esse trecho? 

a) (  ) O compositor procura mostrar o quanto é criativo a fim de conquistar a pessoa que deseja. 

b) (  ) A mulher finalmente conquistada, agora ouve de seu amado as estratégias usadas por ele para consegui-la. 

c) (  ) Mesmo dizendo verdades, o autor mostra insegurança sobre a validade de seu amor pela pessoa desejada. 

d) (  ) As mentiras contadas no início do relacionamento foram revertidas para que o relacionamento dure eternamente. 


2. Sobre o uso dos verbos ao longo da canção, marque a opção verdadeira.

a) (  ) Todos os verbos estão no presente indicando a atualidade do amor declarado. 

b) (  ) Os verbos no passado indicam que todas as ações ocorreram somente uma vez e foram totalmente concluídas. 

c) (  ) O verbo “tentava”, no primeiro verso, mostra uma ação iniciada no passado, realizada mais de uma vez e sem clara explicação de quando foi concluída. 

d) (  ) Predominam, no poema, os verbos no pretérito imperfeito do indicativo. 


3. O trecho “E o poema que te recitei num livro eu li” apresenta: 

a) (  ) dois substantivos: “poema” e “livro”. 

b) (  ) dois adjetivos: “li” e “num”. 

c) (  ) dois verbos: “te” e “recitei”. 

d) (  ) dois numerais: “o” e “num”.


Texto para Interpretação: Bilhete de Amor - José Elias. Fundamental II

O bilhete de amor  Logo que colocou os objetos embaixo da carteira Pitu encontrou o bilhete. Leu, ficou vermelho, colocou no bolso, não most...