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domingo, 16 de agosto de 2026

Músicas para Interpretação - Ensino Médio.

 


Mulher Nova, Bonita E Carinhosa 

Faz O Homem Gemer Sem Sentir Dor 

Zé Ramalho 

Numa luta de gregos e troianos 
Por Helena, a mulher de Menelau 
Conta a história que um cavalo de pau 
Terminava uma guerra de dez anos 
Menelau, o maior dos espartanos 
Venceu Páris, o grande sedutor 
Humilhando a família de Heitor 
Em defesa da honra caprichosa 
Mulher nova, bonita e carinhosa 
Faz o homem gemer sem sentir dor 
A mulher tem na face dois brilhantes 
Condutores fiéis do seu destino 
Quem não ama o sorriso feminino 
Desconhece a poesia de Cervantes 
A bravura dos grandes navegantes 
Enfrentando a procela em seu furor 
Se não fosse a mulher, mimosa flor 
A história seria mentirosa 
Mulher nova, bonita e carinhosa 
Faz o homem gemer sem sentir dor 
Virgulino Ferreira, o Lampião 
Bandoleiro das selvas nordestinas 
Sem temer a perigo nem ruínas 
Foi o rei do cangaço no sertão 
Mas um dia sentiu no coração 
O feitiço atrativo do amor 
A mulata da terra do condor 
Dominava uma fera perigosa 
Mulher nova, bonita e carinhosa 
Faz o homem gemer sem sentir dor 
Mulher nova, bonita e carinhosa 
Faz o homem gemer sem sentir dor 
Mulher nova, bonita e carinhosa 
Faz o homem gemer sem sentir dor 
A mulher tem na face dois brilhantes
Condutores fiéis do seu destino
Quem não ama o sorriso feminino
Desconhece a poesia de Cervantes
A bravura dos grandes navegantes
Enfrentando a procela em seu furor
Se não fosse a mulher, mimosa flor
A história seria mentirosa
Mulher nova, bonita e carinhosa
Faz o homem gemer sem sentir dor
Virgulino Ferreira, o Lampião
Bandoleiro das selvas nordestinas
Sem temer a perigo nem ruínas
Foi o rei do cangaço no sertão
Mas um dia sentiu no coração
O feitiço atrativo do amor
A mulata da terra do condor
Dominava uma fera perigosa
Mulher nova, bonita e carinhosa
Faz o homem gemer sem sentir dor


1. Os fatores de textualidade são condições para que o texto se torne funcional e compreensível. Sabendo disso, percebe-se que, ao fazer referência a fatos históricos, a exemplo da guerra de Tróia e da conquista de Alexandre, “O grande”, Zé Ramalho utiliza o seguinte fator de textualidade: 

a) coerência. 

b) coesão. 

c) situacionalidade. 

d) intertextualidade. 

e) aceitabilidade. 




Maria da Vila Matilde

Elza Soares

Cadê meu celular?
Eu vou ligar pro 180
Vou entregar teu nome
E explicar meu endereço
Aqui você não entra mais
Eu digo que não te conheço
E jogo água fervendo
Se você se aventurar
Eu solto o cachorro
E, apontando pra você
Eu grito: péguix...
Eu quero ver
Você pular, você correr
Na frente dos vizinhos
Cê vai se arrepender de levantar a mão pra mim
Cadê meu celular?
Eu vou ligar pro 180
Vou entregar teu nome
E explicar meu endereço
Aqui você não entra mais
[...]
Compositores: Douglas Germano
Letra de Maria da Vila Matilde


2. Considere o verso “Cê vai se arrepender de levantar a mão pra mim”, da canção Maria da Vila
Matilde, de Elza Soares, e analise as afirmações a seguir sobre o emprego de “cê”:

I. O uso de “cê” corresponde a uma forma reduzida de “você”, típica da oralidade e de
situações de menor formalidade.

II. O emprego de “cê” caracteriza erro gramatical e interfere negativamente na
compreensão do verso.

III. Essa forma reduzida constitui marca de variação linguística legítima, registrada amplamente na fala cotidiana em vários contextos urbanos.

IV. O uso de “cê” indica regionalismo específico que limita a compreensão da canção a determinadas áreas do país.

Após análise, conclui-se que é correto o que se afirma em:

a) II.
b) I e III.
c) I e IV.
d) II e IV.
e) III e IV.

Tirinhas para Interpretação - Ensino Médio.

 1No texto, a integração entre linguagem verbal e não verbal desempenha papel central na construção do humor e da crítica social. Considerando essa articulação, é correto afirmar que:


a) Os elementos verbais anulam o impacto dos elementos visuais, já que o sentido da tirinha depende exclusivamente do texto escrito nas legendas.

b) As imagens apenas ilustram um conflito desprovido de intencionalidade crítica, funcionando como apoio ornamental à informação verbal.

c) A linguagem não verbal contradiz a verbal, criando ambiguidade que impede a
interpretação clara acerca da punição sofrida pelo cravo.

d) A presença de expressões e desenhos é suficiente para transmitir toda a mensagem, tornando o texto verbal desnecessário para a compreensão da crítica.

e) Os elementos verbais reforçam a crítica implícita à violência doméstica (“A rosa chamou a polícia”, “É a Lei Maria da Penha, mermão!”), enquanto os elementos não verbais — expressões faciais, posição corporal das flores e a imagem do cravo atrás das grades — visualizam a consequência jurídica da agressão, tornando a mensagem imediata e inequívoca.


2. O texto apresentado utiliza personagens com aparência de flores, distribuídos em quadros sucessivos, com cenas encadeadas e humor crítico. A narrativa combina desenho, expressões faciais, falas em balões e legendas na parte superior de cada quadro. Considerando tais características, o gênero textual representado é:

a) Charge, pois o foco principal está na sátira de uma figura pública específica.

b) História em quadrinhos longa, pois há enredo extenso e progressão narrativa complexa.

c) Tirinha, pois apresenta narrativa curta, dividida em poucos quadros, com humor e crítica social, mantendo estrutura típica de quadrinhos breves.

d) Meme, já que depende -exclusivamente de texto curto e imagem única para gerar efeito humorístico.

e) Cartum político, dado que se apoia em acontecimentos jornalísticos recentes para transmitir opinião.



Leia a tirinha a seguir e responda da questão 3 a 5.



3. Após leitura da tirinha do Armandinho apresentada, pode-se afirmar que: 

a) o humor foi gerado pelo fato de o pai não julgar Armandinho grande o suficiente para atravessar a rua sozinho. 

b) o humor foi gerado pelo fato de Armandinho considerar o sapo mais velho mesmo sem ter como saber disso. 

c) o humor foi gerado pelo fato de Armandinho considerar o sapo fofoqueiro, como se ele pudesse falar. 

d) o humor foi gerado pelo duplo sentido da palavra “fofoqueiro” utilizada pelo pai de Armandinho. 

e) o humor foi gerado pelo duplo sentido da palavra “conta” usada, no terceiro quadrinho, pelo pai com uma intenção, mas entendida por Armadinho com outro significado.

 
4. No período “você não pode atravessar a rua sozinho, filho!”, o termo em destaque exerce a seguinte função sintática: 

a) aposto. 

b) adjunto adnominal. 

c) sujeito. 

d) adjunto adverbial. 

e) vocativo. 


5. Na frase “Precisa estar com alguém mais velho!”, presente no segundo quadrinho da tirinha do Armandinho, há: 

a) uma oração, pois tem uma locução verbal. 

b) duas orações, pois tem dois verbos. 

c) três orações, pois tem uma locução verbal e outro verbo. 

d) apenas um grupo nominal, pois não possui verbos. 

e) um período composto por coordenação e subordinação. 

terça-feira, 26 de maio de 2026

Texto para Interpretação - Ensino Médio


 
Um tiro no escuro 

   – Quem atirou em quem? – provoco minha mãe. 
   – Uai, foi você que atirou no seu irmão. – ela responde, convicta. 

 Isso aconteceu nos anos de 1980, bem no começo. Naquela época era tudo meio inconsequente. Meu pai havia nos presenteado com uma espingarda de pressão. Com que cargas d’água alguém teria a brilhante ideia de dar uma arma para duas crianças? Pois é, isso era normal. Como era normal também passearmos pela cidade em um Fusca, todos sem cinto de segurança e felizes como nunca. Tínhamos a impressão de que tudo era meio permitido, mas, lógico, dentro de parâmetros que levavam em conta o respeito ao próximo e o amor incondicional à família. 

 Brincávamos na rua e ela era tão perigosa quanto é hoje. Havia os carros descontrolados, os motoristas bêbados, as motos a todo vapor, os paralelepípedos soltos como armadilhas propositais. Tudo era afiado ou pontiagudo, menos a dedicação de dona Izolina. Perto da janta ela nos gritava e, chateados, nos recolhíamos para a sala. Havia uma mesa e todos nos sentávamos, juntos, para celebrar mais um dia em que nada nos faltara. 

 Hoje, os brinquedos de criança parecem mais arredondados, não há armas em casa, mas os perigos são os mesmos: um arranhão em minha filha, Helena, dói tanto quanto um hematoma sofrido em nossa infância. 

 Ah, mãe, fui eu que atirei em meu irmão e, logo após o grito estridente dele, saí gritando igualmente pela casa, desolado e pesaroso, porque havia assassinado um parente tão próximo. Mas nada acontecera, nem uma esfoladela. Ele usava uma bermuda jeans e eu, com minha pontaria genial, havia acertado a nádega direita, de modo que o pequeno projétil se intimidara diante da força do tecido. Foi assim, mãe. Agora a senhora já pode contar para todos a história correta. 

(Whisner Fraga)


1. Na opinião do narrador, há:

a) equivalência entre a infância vivida hoje e a vivida na década de 1980 torna-se evidente nos brinquedos presenteados às crianças, que continuam os mesmos de antes. 

b) diferença entre a infância vivida hoje e a vivida na década de 1980 pode ser percebida em algumas atitudes antes consideradas normais e que hoje são recriminadas. 

c) diferença entre a infância vivida hoje e a vivida na década de 1980 está no fato de que hoje as brincadeiras são mais violentas que no passado. 

d) diferença entre a infância vivida hoje e a vivida na década de 1980 é comprovada pelo fato de que, no passado, era possível brincar na rua, que não oferecia tantos riscos quanto hoje. 

e) equivalência entre a infância vivida hoje e a vivida na década de 1980 evidencia-se na maneira de se passear de carro pela cidade. 



2. Na ocasião em que atira em seu irmão com uma espingarda de pressão, o narrador reage de modo a demonstrar-se: 

a) destemido. 

b) arrependido. 

c) superior. 

d) isolado. 

e) orgulhoso. 


3. A forma verbal destacada em – Havia uma mesa e todos nos sentávamos, juntos, para celebrar mais um dia em que nada nos faltara. – está corretamente substituída, sem que se alterem o tempo ou o modo verbais, por: 

a) terá faltado. 

b) tenha faltado. 

c) tinha faltado. 

d) ter faltado. 

e) tiver faltado. 



4. Considere a seguinte passagem do texto. Com que cargas d’água alguém teria a brilhante ideia de dar uma arma para duas crianças? Pois é, isso era normal. Como era normal também passearmos pela cidade em um Fusca, todos sem cinto de segurança... 

No contexto, o termo Como, em destaque, estabelece relação de: 

a) conformidade. 

b) finalidade. 

c) consequência. 

d) concessão. 

e) comparação. 


5. Considerando a regência do termo impacto, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas da frase seguinte, de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, e mantendo a correspondência da frase com o texto. 

O impacto_______________ bala_______________ bermuda jeans foi insuficiente para machucar o garoto. 

a) com a ... sob a 

b) pela ... sob a 

c) com a ... à 

d) da ... sobre a 

e) na ... pela



6. A concordância nominal está em conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa em: 

a) Bloqueada pela força do tecido, segundo conta o narrador, a pequena bala não chegou nem a esfolar o irmão. 

b) Há alguns anos, havia muitos motorista desatento à necessidade do uso do cinto de segurança. 

c) Hoje, os brinquedos de crianças parecem mais arredondados, mas não há como evitar os arranhões característico da infância. 

d) Na década de 1980, época da infância do narrador, as espingardas de pressão eram popular entre os garotos. 

e) Mesmo tudo parecendo meio permitido, o respeito ao próximo e o amor à família eram indispensável às relações humanas.




Texto Curto para Interpretação. Fundamental II

 Leia o texto para responder às questões de números 1 a 3. 


A melhor forma de se evitar a dengue é combater os focos de acúmulo de água, locais propícios para a criação do mosquito transmissor da doença. Para isso, é importante não acumular água em latas, pneus velhos, vasos de plantas, caixas d´água, entre outros. Lembre-se: a prevenção é a única arma contra a doença. 

1. Um termo empregado com sentido figurado, no texto, é: 

a) prevenção. 

b) doença. 

c) transmissor. 

d) acúmulo. 

e) arma. 


2. Atendendo à norma-padrão, assinale a alternativa que completa corretamente a frase quanto à colocação do pronome destacado. A dengue pode ser evitada... 

a) ... tendo conscientizado-se acerca dos riscos do acúmulo de água. 

b) … sempre certificando-se de não haver acúmulo de água. 

c) … eliminando-se o acúmulo de água. 

d) ... quando exclui-se o acúmulo de água. 

e) ... não acumulando-se água. 



3. Assinale a alternativa em que o acento indicativo de crase está empregado corretamente. 

a) O texto remete à certa urgência em se eliminarem os focos de acúmulo de água. 

b) O texto faz referência à importância da eliminação dos focos de acúmulo de água. 

c) O texto dá destaque à uma necessária eliminação dos focos de acúmulo de água. 

d) O texto conclama seus possíveis leitores à eliminar os focos de acúmulo de água. 

e) O texto alerta para à necessidade de se eliminarem os focos de acúmulo de água.


sexta-feira, 3 de abril de 2026

interpretação de Tirinhas - Fundamental II

 



1. A expressão “quebrar o galho”, que Cebolinha falou para Mônica, tem o sentido figurado de: 

a) empurrar. 

b) ajudar. 

c) fazer. 

d) quebrar. 


2. Considerando a resposta correta da questão anterior, o seu antônimo seria: 

a) puxar. 

b) atrapalhar. 

c) desfazer. 

d) consertar.

Texto Curto para Interpretação - Fundamental II

 SONHO REAL 

 — Mãe, eu quero ser rei, amado por todo mundo. 

Com muita fama e muito dinheiro. 

Quando não estiver reinando, apareço na tevê, nos jornais e nas revistas, dou entrevista, faço comercial, gravo disco e jogo na Seleção. 

 — Rei administra o seu povo e não fica só no oba-oba, meu filho. 

E, depois, nem tem rei mais, quase só presidentes ... 

 — Xi! Já vi que você tá boiando! ... 

Não quero ser rei da pátria, não quero nada disso. 

Quero ser um rei mais importante quero ser rei do futebol!!.

(José Elias)


1.  A palavra "pátria", destacada no trecho acima, recebe acento gráfico de acordo com uma regra específica da acentuação que considera a tonicidade e a estrutura vocálica da palavra. Com base na norma culta e na classificação silábica, assinale a alternativa que justifica corretamente a presença do acento. 

a) A palavra é uma proparoxítona aparente, pois apresenta na sílaba tônica a vogal aberta "i" que termina por sequência vocálica pós-tônicas (ditongo crescente). 

b) A palavra é acentuada por ser uma paroxítona terminada em ditongo decrescente, o que exige obrigatoriamente o uso de acento nas vogais abertas. 

c) "Pátria" é uma proparoxítona real, com a sílaba tônica na penúltima posição, terminando em vogal, o que torna o acento obrigatório por convenção geral. 

d) O acento é justificado por tradição etimológica, já que palavras de origem latina terminadas em -ia recebem acento, independentemente de sua tonicidade real ou posição silábica. 


2. No trecho "Xi! Já vi que você tá boiando!", o termo "boiando" foi usado pelo menino para indicar que a mãe: 

a) Estava se lembrando de outra coisa e por isso desviou o assunto para política. 

b) Estava achando graça da conversa e por isso não conseguia parar de rir. 

c) Não estava entendendo o que ele queria dizer, mostrando estar perdida no assunto.

d) Tinha mudado de ideia e agora concordava com o sonho do filho em ser rei de verdade.


3. Se o diálogo fosse transformado em uma sequência de ilustrações, a opção que apresenta a ordem correta dos fatos que deveriam ser representados em imagens, respeitando o encadeamento da história é a: 

a) Mãe fala sobre política e presidência — menino grita com raiva — o pai aparece na televisão — menino explica que quer jogar na Seleção. 

b) Menino sonha com fama e riqueza como rei — mãe tenta corrigir a visão do filho sobre o que é reinar — menino revela que fala de futebol. 

c) Menino diz que quer jogar na Seleção — mãe apoia a ideia — menino mostra fotos de jogadores — mãe e filho assistem a um jogo juntos. 

d) Menino aparece jogando futebol na televisão — mãe explica o que é ser rei — menino diz que quer ser amado — mãe fala sobre presidentes. 


4. Ao longo do diálogo entre mãe e filho, percebe-se um mal-entendido causado pelo uso da palavra "rei". Com base no contexto e na conclusão da conversa, é correto afirmar que: 

a) O menino deseja, de fato, ser um governante, mas ao notar a reação da mãe, disfarça sua intenção original, desviando a conversa para o futebol. 

b) O menino utiliza a palavra "rei" como símbolo de prestígio e fama, referindo-se, desde o início, a uma figura reconhecida no esporte, mas a mãe interpreta o termo literalmente, como autoridade política, gerando a confusão entre os dois. 

c) A conversa evidencia que o menino não tem clareza sobre o que significa ser rei, por isso mistura elementos da política com imagens do mundo artístico e esportivo. 

d) A mãe compreende corretamente a intenção do filho, mas discorda da valorização excessiva da fama, e, por isso, tenta dissuadi-lo do sonho de se tornar famoso no futebol. 


5. Na frase "Quero ser um rei mais importante, quero ser rei do futebol!!", o termo "mais" foi corretamente empregado porque: 

a) Dá a ideia de aumento ou comparação, mostrando que o menino deseja ser um rei com maior importância. 

b) Serve como reforço de negação, pois o menino não quer ser rei comum, mas sim de outro tipo. 

c) Expressa oposição entre ideias, substituindo a conjunção "mas", usada para indicar contraste. 

d) Indica uma quantidade excessiva de importância, o que sugere exagero por parte do menino.


6. Na frase "Mãe, eu quero ser rei, amado por todo mundo.", qual é a função da vírgula colocada logo após a palavra "Mãe"? 

a) Destacar o vocativo, que é a forma como o falante se dirige à pessoa com quem fala. 

b) Marcar o deslocamento de um termo explicativo, que poderia ser retirado sem prejuízo. (C) Separar o sujeito do predicado, já que "Mãe" é quem quer ser rei na frase. 

d) Indicar uma pausa de respiração obrigatória, sem relação com a estrutura da frase. 


7. A fala da mãe no trecho "Rei administra o seu povo e não fica só no oba-oba, meu filho" cumpre um papel importante na construção do texto. Com base na interpretação da mãe e a forma como ela tenta orientar o filho, pode-se afirmar que essa fala: 

a) Revela que a mãe leva a fala do filho ao pé da letra, acreditando que ele quer ser uma autoridade nacional, e por isso tenta explicar que a função de um rei vai além da fama e exige seriedade. 

b) Indica que a mãe vê o desejo do filho como possível, desde que ele queira ser presidente, já que hoje não existem mais reis no país. 

c) Demonstra que a mãe entende que o filho está usando a palavra "rei" como brincadeira, mas aproveita para alertar sobre os riscos da fama no mundo do futebol. 

d) Mostra que a mãe busca corrigir o filho porque acredita que ele está desrespeitando figuras políticas ao falar de reis com tanto entusiasmo.


 

Texto Curto para Interpretação - Fundamental II

“No começo eu tentava te fazer me amar 

Mas agora estamos juntos e posso confessar 

Eu não gosto de cinema, eu não sei cozinhar 

Nunca fui tão cavalheiro, jurei nunca casar 

A carta que mandei não fui eu que escrevi 

E o poema que te recitei num livro eu li 

Não sou bom de futebol 

E por você já chorei 

Mas é de verdade estou te amando 

Me apaixonei”


1. Qual o enunciado que melhor interpreta esse trecho? 

a) (  ) O compositor procura mostrar o quanto é criativo a fim de conquistar a pessoa que deseja. 

b) (  ) A mulher finalmente conquistada, agora ouve de seu amado as estratégias usadas por ele para consegui-la. 

c) (  ) Mesmo dizendo verdades, o autor mostra insegurança sobre a validade de seu amor pela pessoa desejada. 

d) (  ) As mentiras contadas no início do relacionamento foram revertidas para que o relacionamento dure eternamente. 


2. Sobre o uso dos verbos ao longo da canção, marque a opção verdadeira.

a) (  ) Todos os verbos estão no presente indicando a atualidade do amor declarado. 

b) (  ) Os verbos no passado indicam que todas as ações ocorreram somente uma vez e foram totalmente concluídas. 

c) (  ) O verbo “tentava”, no primeiro verso, mostra uma ação iniciada no passado, realizada mais de uma vez e sem clara explicação de quando foi concluída. 

d) (  ) Predominam, no poema, os verbos no pretérito imperfeito do indicativo. 


3. O trecho “E o poema que te recitei num livro eu li” apresenta: 

a) (  ) dois substantivos: “poema” e “livro”. 

b) (  ) dois adjetivos: “li” e “num”. 

c) (  ) dois verbos: “te” e “recitei”. 

d) (  ) dois numerais: “o” e “num”.


Texto para Interpretação - Fundamental II



 A palavra 

Tanto que tenho falado, tanto que tenho escrito – como não imaginar que, sem querer, feri alguém? Às vezes sinto, numa pessoa que acabo de conhecer, uma hostilidade surda, ou uma reticência de mágoas. Imprudente ofício é este, de viver em voz alta.

Às vezes, também a gente tem o consolo de saber que alguma coisa que se disse por acaso ajudou alguém a se reconciliar consigo mesmo ou com a sua vida de cada dia; a sonhar um pouco, a sentir uma vontade de fazer alguma coisa boa.

Agora sei que outro dia eu disse uma palavra que fez bem a alguém. Nunca saberei que palavra foi; deve ter sido alguma frase espontânea e distraída que eu disse com naturalidade porque senti no momento – e depois esqueci.

Tenho uma amiga que certa vez ganhou um canário, e o canário não cantava. Deram-lhe receitas para fazer o canário cantar; que falasse com ele, cantarolasse, batesse alguma coisa ao piano; que pusesse a gaiola perto quando trabalhasse em sua máquina de costura; que arranjasse para lhe fazer companhia, algum tempo, outro canário cantador; até mesmo que ligasse o rádio um pouco alto durante uma transmissão de jogo de futebol...mas o canário não cantava.

Um dia a minha amiga estava sozinha em casa, distraída, e assobiou uma pequena frase melódica de Beethoven – e o canário começou a cantar alegremente. Haveria alguma secreta ligação entre a alma do velho artista morto e o pequeno pássaro cor de ouro?

Alguma coisa que eu disse distraído – talvez palavras de algum poeta antigo – foi despertar melodias esquecidas dentro da alma de alguém. Foi como se a gente soubesse que de repente, num reino muito distante, uma princesa muito triste tivesse sorrido. E isso fizesse bem ao coração do povo; iluminasse um pouco as suas pobres choupanas e as suas remotas esperanças.

(Rubem Braga)


1. Considerando os dois primeiros parágrafos como a introdução do assunto do texto, que título você escolheria para a mesma? 

a) A essência das palavras. 

b) Os efeitos das palavras. 

c) Palavras que estimulam. 

d) Palavras que ferem.


2. A musicalidade do canário foi despertada por: 

a) Assobio desinteressado da moça. 

b) Companhia de outras aves. 

c) Exposição sistemática a músicas eruditas. 

d) Treinamento com assobiadores. 


3. O cronista define seu ofício como o de “viver em voz alta”. Isso significa que, para ele, escrever crônicas é: 

a) Escrever apenas sobre suas experiências. 

b) Escrever tudo o que pensa e sente. 

c) Ser conhecido por todos. 

d) Ser reconhecido por todos. 


4. No fragmento: ...“numa pessoa que acabo de conhecer”..., o pronome relativo grifado tem a função de: 

a) Aposto 

b) Objeto direto 

c) Objeto indireto 

d) Predicativo do sujeito 


5. Em “Você foi ao cinema e ela, ao teatro”, a vírgula foi empregada para: 

a) Indicar omissão de palavra. 

b) Separar orações coordenadas. 

c) Separar orações subordinadas. 

d) Separar termos repetidos. 


6. Assinale a alternativa em que há ERRO na classificação do pronome: 

a) Alguém entrou no quintal e furtou as orquídeas. (indefinido) 

b) Convidei-o para assistir ao jogo de futebol. (pessoal oblíquo) 

c) Esta caneta que está comigo é vermelha. (possessivo)

 d) Feliz o pai cujos filhos são obedientes. (relativo) 


7. Tendo em vista as regras de concordância da norma padrão, assinale a alternativa INCORRETA. 

a) És tu que escreves esses lindos poemas? 

b) Devem haver melhores perspectivas em relação à economia brasileira. 

c) Viajar e passear constitui seu ideal de vida. 

d) Os manifestantes fizeram bastantes críticas ao governo.

quinta-feira, 2 de abril de 2026

Quadrinhos para Interpretação - Mafalda. Fundamental II




1. Não podemos inferir sobre a tirinha acima: 

a) Mafalda e Susanita conversavam sobre as transformações ocorridas no universo feminino e o papel da mulher na sociedade; 

b) Susanita compreende que a mulher moderna tem pretensões bem diferentes das mulheres de antigamente e, por isso ela quando crescer terá outras escolhas; 

c) Até o terceiro quadrinho, Mafalda, pela sua expressão facial, parece contente com as ideias da amiga;
 
d) No último quadrinho, Mafalda demonstra, pela expressão facial, que está decepcionada com a afirmação da amiga; 

e) A tirinha mostra que acabamos repetindo os valores e costumes de nossos antepassados, apenas de uma forma mais modernizada.

2. No terceiro quadrinho: “Portanto, não vou cair na mediocridade do corte e costura!” A conjunção portanto tem valor semântico de: 

a) Adição; 

b) Explicação; 

c) Conclusão; 

d) Oposição; 

e) Condição. 





sexta-feira, 27 de março de 2026

Texto para Interpretação. Música - Chega de Saudade. Tom Jobim

Chega de saudade 


Vai, minha tristeza 

E diz a ela que sem ela não pode ser 

Diz-lhe, numa prece, que ela regresse 

Porque eu não posso mais sofrer 

Chega de saudade 

A realidade é que sem ela não há paz 

Não há beleza, é só tristeza e a melancolia 

Que não sai de mim, não sai de mim, não sai

(Tom Jobim)


1. A interpretação da letra da música aponta para a construção do sentido um eu-lírico que interage com a tristeza como mensageira de seu sentimento pela mulher amada, por meio de uma:

a) onomatopeia. 

b) metonímia. 

c) nominalização. 

d) personificação. 


2. Do ponto de vista gramatical, o trecho “Vai, minha tristeza” é composto, respectivamente, por um verbo: 

a) no infinitivo pessoal e um aposto antecedido por um pronome demonstrativo. 

b) no imperativo afirmativo e um vocativo antecedido por um pronome possessivo. 

c) no futuro do subjuntivo e um adjetivo antecedido por um pronome demonstrativo. 

c) no presente do indicativo e um substantivo antecedido por um pronome possessivo. 


3. O trecho “Diz-lhe, numa prece, que ela regresse” é iniciado por uma colocação pronominal denominada de: 

a) ênclise (obrigatória por se tratar de um texto poético). 

b) próclise (modo indicado em frases imperativas). 

c) ênclise (trata-se da forma básica da norma-padrão). 

d) próclise (facultativa por anteceder uma pontuação).

Texto Curto para Interpretação - Fundamental II

O sonho 

 Foi um sonho tão forte que acreditei nele por minutos como uma realidade. Sonhei que aquele dia era Ano Novo. E quando abri os olhos cheguei a dizer: Feliz Ano Novo! Não entendo de sonhos. Mas este me parece um profundo desejo de mudança de vida. Não precisa ser feliz sequer. Basta ano novo. E é tão difícil mudar. Às vezes escorre sangue. 

 (Clarice Lispector)


1. Tendo em conta as características do texto acima, quanto ao conteúdo temático, ao estilo e à forma composicional, trata-se de um exemplo do gênero textual denominado de 

a) soneto. 

b) conto. 

c) crônica. 

d) editorial.




Cortar o Tempo 

Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias, 

a que se deu o nome de ano, 

foi um indivíduo genial. 

Industrializou a esperança, 

fazendo-a funcionar no limite da exaustão. 

Doze meses dão para qualquer ser humano 

se cansar e entregar os pontos. 

Aí entra o milagre da renovação 

e tudo começa outra vez, 

com outro número e outra vontade de acreditar que 

daqui pra diante vai ser diferente.  

(Carlos Drummond de Andrade)


2. Analise as afirmações sobre o poema “Cortar o Tempo”, de Carlos Drummond de Andrade. 

I- O texto sugere que, com o passar dos meses, as pessoas se sentem mais fortalecidas. 

II- O autor expressa a ideia de que, ao final de doze meses, as pessoas se sentem esgotadas.

III- O texto sugere que as pessoas renovam suas esperanças a cada ano, apesar do cansaço.

 

É CORRETO o que se afirma apenas em: 

a) II. 

b) I e III. 

c) III. d) I e II. 

d) II e III. 


3. Assinale a alternativa que apresenta a relação adequada entre o termo sublinhado no fragmento e a classe de palavras correspondente. 

a) “Industrializou a esperança” – adjetivo. 

b) “Doze meses dão para qualquer ser humano” – verbo. 

c) “foi um indivíduo genial” – pronome. 

d) “Quem teve a ideia de cortar o em fatias tempo ” – substantivo. 

e) “Aí entra o da renovação milagre ” – verbo. 


4. No trecho “Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão”, o termo “exaustão” significa: 

a) alívio temporário. 

b) cansaço extremo. 

c) esquecimento. 

d) segurança. 

e) memória curta





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